Irmon Kabuverdianus, Nu Uza Y Divulga Alfabétu Kabuverdianu Ofísial(AK, ex-ALUPEC)

Thursday, October 23, 2008

ALUPEC GANHA PONTOS


Por: Cláudio (Kaka) Fonseca

As lutas entre contraditórios sempre existiram. As confrontações entre o conservadorismo e o modernismo não são novas. No entanto, nunca o ordinário provocou dinâmicas de superação, isso é território para o extraordinário. É Neste segundo grupo que vejo os defensores e promotores do ALUPEC pela ousadia de criarem e apresentarem uma proposta, todavia a única ainda conhecida. Mas também, e neste segundo grupo que vejo pessoas que com lógica e coerência têm questionado e procurado lacunas na referida proposta. Só com gentes assim estaremos seguros de que um dia teremos o resultado mais consensual possível, muito em parte devido a esclarecimentos e derrube de fantasmas.

Eu confesso que pessoalmente o ALUPEC me apareceu pouco familiar, mas no entanto percebi que não passa do resultado da minha experiência em confrontação com o novo. Talvez não venha a acontecer com futuras gerações. O exemplo disto é que por experiência, a minha filha que não consegue ler o português, conseguiu ler com razoabilidade um texto em ALUPEC no site www.manduco.net, claro, depois de lhe ser explicado que a cada letra corresponde um único som.

Tenho ainda lido artigos excelentes que questionam o ALUPEC. Mas quais são as outras propostas e quais são as suas vantagens, porque usar expressões como "vender-se ao diabo", "desonestos", "criações político-partidarias", "intimidações", "corrupção" e outros tantos, não serão argumentos válidos para quem, como eu, tem estado na expectativa de se posicionar.
Há bem pouco tempo, eu acreditava que o ALUPEC era para escrever a variante de Santiago, mas minhas dúvidas desaparecerem depois de conhecer artigos de Agnelo Montrond no http://alupeckatentadju.blogspot.com, em que ele conta "stórias" em variantes de todas a s ilhas.
Pessoalmente acho que o ALUPEC tem ganhado pontos não só pela ausência de uma proposta, mas também porque tenho percebido que as criticas muitas vezes parecem vagas e facilmente rabatidas. Mas o impulso que ainda me move para me posicionar, é que já é mais do que tempo, em testemunho à civilidade, de termos uma forma unificada de escrever a nossa língua, porque o nível e a forma de se expressar e comunicar são elementos importantes na caracterização e avaliação do nível de uma sociedade, povo ou nação.

Intelectuais como Pedro Cardoso, E. Tavares, J. Lopes, B. Lopes, S Fruzoni, A. Cabral e tantos outros foram estudiosos do crioulo que deixarão marcas eternas nessa luta pela emancipação da nossa língua. Como intelectuais e estudiosos, foram também progressistas que sempre acreditaram na dinâmica e no processo do conhecimento cientifico - cultural. Por isso, nenhum deles apresentou uma proposta definitiva, mas foram sim estudiosos empenhados que deixaram um legado a ser continuado. Pois, é continuando nesse estudo, com o objectivo de aperfeiçoá-lo cada vez mais que estaremos a ser companheiros de jornada desses nobres nomes da nossa cultura. Não é com estagnação que louvamos os nossos intelectuais, mas sim avançando e tentando unificar a nossa escrita por que apesar da mestria que emprestaram as suas obras, cada um o fez à sua maneira, com algumas diferenças com o trabalho dos outros. O bom serviço que devemos fazer a favor deles é acabar de vez com a aleatoriedade e descansar as suas almas por saberem que finalmente o trabalho foi cumprido.

1 comment:

marciano moreira said...

Es exselenti artigu sta tanbe, ku kualidadi di kumentarius, na http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?id=21005&idEdicao=64&idSeccao=527&Action=noticia . Na defeza di es artigu, N kumenta na kel site la: E ridikulu modi alguns pesoa ki ta ataka ALUPEC ta konta kasi: anonimu BPMj@gmail.com fla “O ALUPEK e não ALUPEC como muitos deles começam por pecar na escrita quando querem abordar o seu próprio tema, tem seus dias contados e não passará de 2011 periodo das novas eleições.” (sic) Di mumentu, ten so 2 partidu ku xansi di ganha eleison na 2011: PAICV o MPD. Kada un di kes 2 partidu la ten orgons (Kongresu/Konvenson, Konselhu Nasional, Kumison Pulitiku) pa disidi. N ta pidi BPMj@gmail pa indika-m na ki dokumentu di kualker orgon nasional di un di kes partidu la sta ma es e kontra ALUPEC? BPMj, ka nhu ben, ku anonimatu inda pur sima, substitui orgons di PAICV o di MPD! Ridikulu: I) Ku relason a MPD, foi Governu di MPD ki aprova ALUPEC atraves di Dekretu-Lei 67/98, di 31 di dezenbru di 1998, in 5º Suplementu di Boletin Ofisial di Republika di Kabu Verdi. Di manera ki so un idiota ta fla ma MPD e kontra se lei; II) Ku relason a PAICV, atraves di Rezoluson di Governu nº 48/2005, di i4 di novenbru di 2005, Governu di PAICV apoia spresamenti ALUPEC. Di manera ki so un pesoa ku perturbason mental (ki ta konfundi dezeju ku realidadi) ta fla ma PAICV e kontra se lei. Nhos dexa ALUPEC fora di disputa partidariu – ALUPEC e defendedu pa militantis di PAICV i di MPD (si nhos kre provas: outdoors di Kanpanha Autarkiku 2008 di Filu i Ulisses teneba kes spreson na lingua kabuverdianu skrebedu na ALUPEC). Sima A. Montrond fla: ALUPEC ka ten tadju! Nhos txupa limon! Si ka txiga-nhos, nhos da kabesa na paredi!