Irmon Kabuverdianus, Nu Uza Y Divulga Alfabétu Kabuverdianu Ofísial(AK, ex-ALUPEC)

Wednesday, August 13, 2008

Assim Não, Oh Senhor Henrique De Pina Cardoso. Tanta Mixórdia! Berbukadu Fatuzés …


Agnelo A. Montrond


Konsedju ki nha dóna sépri ta daba mi: si katxô ladra-bu, ka bu bá brigâ ku el. Fazê séti krus d’el. Tanbê, si argen krê gérra ó konfuzãu, é midjô bu fugi d’el az-óra.


Após aturada reflexão sobre a matéria, achei por bem tornar público os seguintes elementos de esclarecimento ao deslocado comentário que o Senhor Henrique De Pina Cardoso desferiu ao meu artigo intitulado, O KRIOLU CABO-VERDIANO E O PORTUGUÊS NUMA DUALIDADE HORIZONTAL, publicado no LIBERAL no dia 8 do corrente mês:


Por motivos profissionais que se prendem com a minha agenda, não me foi possível reagir atempadamente, pelo que peço as minhas sinceras desculpas aos prezados leitores. Porém, agradeço, e faço minha, a reacção do Dr. Marciano Moreira, versando o assunto em epígrafe. O Dr. Marciano Moreira com requinte e muita eloquência já disse quase tudo o que eu poderia ter dito sobre essa questão, na Lingua Di Térra. Muito pouco me resta a acrescentar. Assim, no intuito de esclarecer a opinião dos leitores, dando-lhes a conhecer as duas faces da moeda, com relação aos ataques contra a minha pessoa, moral e bom nome, bem como às blasfémias gratuita e indevidamente proferidas pelo Sr. Henrique De Pina Cardoso, cumpre-me, em bom-tom e com elevação, reagir nos seguintes moldes e termos, no sentido de corrigir e inverter as inverdades dos factos por ele paradoxalmente invocados:


1) Custa-me imenso acreditar que ele, o Sr. Henrique Cardoso, deliberadamente escreveu tudo aquilo, com prévia meditação e ponderação. Ainda estamos tentando apurar as razões que moveram o ilustre a tal infeliz iniciativa, mas convencidos que foi imbuído de má-fé, talvez porque o artigo em apreço, de algum jeito acidentalmente lhe feriu a sensibilidade ou lhe provocou algum atropelo durante a leitura. Pelo que escreveu, deduzo que escorregou, e que não me conhece. No entanto é de se louvar a sua frontalidade, porque ao contrário do que alguns fazem, não se escondeu por detrás de nenhum pseudónimo, e assinou o seu próprio nome, personificando assim o seu deslocado e desfasado comentário.


2) Está provado que em tudo o que o homem faz, deixa marcas da sua personalidade. Assim sendo, agora passo a conhecer um pouco, o Sr. Henrique De Pina Cardoso. Tem feito alguns comentários pouco abonatórios, em referência a alguns artigos que foram dados à estampa no Liberal online, e não só. A minha reacção tem consistido em ignorar a ignorante ignorância que certamente constitui a feliz felicidade do infelizardo Senhor Henrique. No comentário em apreço, escreveu tanta sujeira, com tanta baixeza, à dimensão do seu infinitamente pequeno carácter e moralidade. Provavelmente o meu artigo surgiu como a gota que fez transbordar a água do insolente copo, e fez despoletar o vulcão dele. E o resultado é o que podem testemunhar no Liberal: um autêntico delírio torrencial.


3) Senhor Henrique, eu não sou nenhum “expert” em ALUPEC, como você pensa. Você sim, é um perito. Teve a perícia e a imaginação para atribuir ao ALUPEC um significado tão aterrorizante como este: Arma Letal Para a Extinção do Crioulo. Talvez precisa de uma consulta urgente a um psicólogo ou psiquiatra, não acha? Mais vale tarde do que nunca, diz o velho ditado.


4) Pergunta se eu nasci na Praia e se não consegui tornar-me badiu. Isso é talvez porque escrevo em Kriolu usando a variante de Santiago. Olha, orgulho-me de ser um cabo-verdiano, nascido no Fogo, que viveu toda a juventude na Praia, e que preza em escrever o Kriolu de Santiago. Não sabia que estava proibido dessa liberdade, Senhor Henrique. Onde foi buscar esse pensamento tão fantoche?


4) Você pergunta se faço propaganda do ALUPEC como forma de sobrevivência, e afirma que assumi a função de antifogo. Ainda vai mais longe e afirma que percebe a minha arrogância e vontade de servir os patrões. Nada mais falso, oh Senhor Henrique. Primeiro, ALUPEC não é um produto que se comercializa para algém estar a fazer propaganda. É simplesmente um alfabeto que eu recomendo ao Senhor Henrique para aprender e começar a escrever as suas belas e interessantes estórias do Fogo no Liberal. Seria uma forma de sistematizar e simplificar a maneira aleatória como escreve no Liberal, a variante da ilha do Fogo. Ficariam assim resolvidos os problemas de consistência, coerência, economia, funcionalidade, eficiência e eficácia, patentes na sua forma de escrever utilizando um alfabeto emprestado, como diria o meu amigo Doutor Marciano Moreira. Eu não sou antifogo, como você julga. Eu sou pro Kabu Verdi, dotato de um espírito e sentimento nacionalista muito forte que defende com garras e dentes a nossa cabo-verdianidade. Sou Kabuverdianu, com K, e muito orgulhoso das minhas raízes. Lembre-se bem disso: não há Kabuverdianu mais do que o próprio Kabuverdianu, seja ela ou ele da Brava, do Fogo, do Sal, etc. Onde se sustenta para me rotular de arrogante? Teria que ser no vazio das entranhas que sabiamente soube localizar no meu texto. Permita-me que lhe diga de passagem que a arrogância não é a minha comadre. É que não dou bem com aquela família. Repare, não quero insinuar que sejam parentes, amigos, conhecidos, ou compadres. Pois repito, não lhe conheço. E rogo-lhe a fineza para não confundir esse facto com supremacia académica ou intelectual. Longe disso, mas perto da verdade verdadeira como disse, e muito bem, a Ondina. Já agora, a pocilga fica do lado de lá ou de cá, da arrogância?


5) Diz num meio-tom de desprezo que Chã Das Caldeiras não fica na ilha de Santiago. Certamente estará a pensar que sou de Chã Das Caldeiras devido ao meu apelido MONTROND. Nada mais falso. Orgulho-me de ser da Ribeira Do Ilhéu, meu ninho querido que me viu nascer no concelho dos Mosteiros. Isso ilustra como a lógica da sua senhoria tem falhado redondamente. A matemática da sua senhoria não deve ser lá muito grande coisa, salvo erro. Mas isso não importa. O importante é evitar fazer comentários bairristas. Bairrismo e regionalismo tendem a dividir, nunca unir as pessoas. Praia não é superior a Chã Das Caldeiras. Só os complexados pensam o contrário. De certeza que a sua senhoria não é complexado. Essas asneiras que escreveu testemunham uma prestação medíocre e um excelente talento em “asneiralogia” aplicada. Olha, aqui vai um recado: um homem íntegro nunca procura construir a sua boa reputação, destruindo aquela dos outros. Isso é obra dos fariséus. Ou de um escroque. E farsista não sou eu.


5) Apelido MONTROND, África e Europa – Mas para quê tanta mixtórdia? O que define o Kabuverdianu é a sua cultura e a sua identidade. Não é o apelido, nem a cor da pele mais africana ou europeia. O denominador comum dos cabo-verdianos é a cabo-verdianidade e repito: ka ten kabuverdianu ki é más ki própi kabuverdianu.


6) O senhor Henrique pergunta se preciso do ALUPEC para a minha sobrevivência, e fala em demagogia e desonestidade intelectual. Seguindo essa linha de raciocínio, eu podia perguntar ao Senhor Henrique se precisa do alfabeto português para a sua sobrevivência, mas não irei por essa via. Para um bom entendedor meia-palavra basta. Para a sua senhoria quantas são necessárias? Sabia que quando aponta um dedo a algém, três apontam para você? Desde logo, modéstia a parte, e rendendo-me às evidencias, fica sabendo que estou apto a garantir a sobrevivência utilizando o Kriolu (a língua de Eugénio Tavares), o Português (a língua de Camões), o Francês (a língua de Molière e de Baudellaire), o Inglês (a língua de William Shakespeare), a minha formação superior e os meus conhecimentos científicos nomeadamente em matemática, aeronáutica civil, em ciências de educação, entre outras qualificações e habilidades que não convém mencionar aqui. Entretanto se a sua senhoria estiver interessada em aprofundar os seus conhecimentos acerca de mim, ou se precisar do meu curriculum vitae é basta me indicar o seu endereço. Também invoca demagogia e desonestidade intelectual. É a tal questão do copo com água até metade: estará o copo meio cheio ou meio vazio, Senhor Henrique? Olha, tentar morder com palavras é um mau vício. É pior que cair de rocha. Berbukadu fatuzés. Porque meteu os seus próprios pés na argola do exílio?


7) Não estou minimamente preocupado com o comentário do Sr. Henrique. Estou preocupado sim é com essa mentalidade de querer fazer temporal num copo de água. Assim não, Senhor Henrique. Procura ser coerente, consistente e consequente nos seus futuros comentários. Nada de insultos, ofensas, xingaria, ou algo do género. Você é também cabo-verdiano e deve saber partilhar aquela morabeza crioula com todos. Bem haja uma postura mais pedagógica e consentânea.


Desde logo queria avisar aos estimados leitores que não tenciono reagir a possíveis futuros ataques do tipo, pois não tenho tempo para polémicas estéreis.
Konsedju ki nha dóna sénpri ta daba mi: si katxôr ladra-bu, ka bu bai briga ku el. Fazi séti krus d’el. Tanbê, si algen krê gérra ó konfuzon, é midjór bu fugi d’el az-óra.

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